segunda-feira, maio 21

VIGILÂNCIA TOTAL

Era este o título dum artigo extraído, salvo o erro, do Courrier, que me foi dado a ler este fim de semana!

Até à data, o facto de ouvir dizer a premonitoras vozes que deixaram de existir cidadões anónimos , não parecia dizer-me respeito!

Depois da evidência do que li, e mais umas achegas que me têm dado, a realidade desenha-se incontornável... não, não é exagero de alguns, dão-nos futebol e telenovelas, querem-nos adormecidos e desinformados pois só assim somos cegos para as evidências que se avizinham... numa escola do Norte um funcionario foi suspenso por ter feito humor sobre o diploma de Sócrates; o registo informático da adesão à greve de 30 de Maio vai ser de fácil acesso mas não se assustem, a greve é um direito que nos assiste. Sinal dos tempos aqui e lá fora!

Compra-se o silêncio dos inocentes (e ignorantes) com pão e circo: campeões, somos campeões...

...os telejornais alinham as não notícias de tal maneira que até a sequência vai a par nos 4 canais.

À pala do controle de terroristas os terroristas do poder seguram-se aos tachos à custa do vale tudo.

O mundo está mais pobre, mais inseguro, os mais ricos mais ricos, os outros nem voz têm.

O registo dos que incomodam e de todos os outros está feito... agora é só pintar um caldinho, se necessário, com vista à segurança de todos jogam-se uns borda fora, anestesiam-se outros e criam-se ilusões nas massas que falam a uma só voz: a do patrão, a do poder, a de que der mais brindes e lançar mais fogo de artifício!

Os países mais "civilizados" não o estão... mais ricos talvez, civilizados não, fachistas talvez, também!

Uma sociedade CIVILIZADA não dorme enquanto outros morrem de fome e sede, enquanto as crianças dos outros morrem por falta de vacinas e alimentos!

Quanto maior for a nossa consciência desta brutal realidade, maior será a repressão e o control dos média, vale tudo menos ser solidário, vale tudo menos partilhar, vale tudo menos largar o poleiro... e assim se vão revezando os nossos políticos, nos cargos vitalícios de governação, num agora tu depois eu que está para lá da competência e dos interesses de quem neles vota!

Miséria humana, Miséria humana, Miséria humana!

Onde nos leva a ganância... preparem-se porque isto não vai melhorar!

sexta-feira, maio 18

Comunicar

Deve ser incompetência da minha parte mas por vezes não consigo comentar no Claras!
A Marta tem um post sobre"gargalhadas" que aqui vou comentar!
Para já parece-me que não poderia haver uma palavra mais própria: "GARGALHADAS" para o "acto"de rir... à gargalhada!
É uma forma de comunicar e muito haveria a dizer sobre a espontaneadade ou a premeditação com que as soltamos!
Há-as para todos os gostos, podem ser contagiantes, no meu ponto de vista, provocadoras ou provocantes, muitas vezes alarves ou desproporcionadas, cínicas ou francas, radiosas ( como a foto do blogue da Marta), ou doentias, histéricas ou descontroladas, levar às lágrimas, aproximar pessoas, dar a sensação de partilha mas também projectar quem as ouve para uma gelada distância desconfortável!
Sou mais de sorrir do que me entregar ao riso; adoro quando as circunstâncias me soltam a gargalhada e entrego-me a elas com prazer mas confesso que o que faz rir quem me rodeia ( colegas e comum dos mortais), com facilidade, a mim, em 90% das ocasiões, dá para esboçar um sorrisinho amarelo!
E pronto, gosto de ver a malta rir e até gargalhar, mas quando não se ri das mesmas piadas e não se ouve as mesmas músicas vivemos momentos de pequenas ilhas, com pontes, é certo, mas não deixam de ser ilhas!

segunda-feira, maio 14

Não sei se por andar preocupada, mas não me tenho sentido tão disponível para escrever;

Ocorrem-me agora duas coisas: o trabalho funciona como a religião numa certa medida... quando
temos motivos para nos preocuparmos uns agarram-se à fé outros ao trabalho, outros saberão a que se agarram!

E ainda: isto de ser bloguista tem o que se lhe diga... tenho-me vindo a aperceber que os blogues onde deixo os meus comentários são "geridos" por anfitriões muito atentos, assíduos e que não deixam nenhum visitante sem uma palavrinha.
Eu confesso que adoro ser visitada, adoro ler os comentários que me vão deixando, mas, por outro lado, assusta-me uma leve sensação de comprometimento que estou a criar... detesto sentir-me presa a compromissos, por outro lado sou muito leal; será legítimo ser presença assídua neste e naquele blogue, fazer o meu nome ser presença familiar e virar as costas, ficar sem dar as caras sabe-se lá porquê ou por quanto tempo! É óbvio que é isso que toda a gente faz, devem existir nnns razões para nos afastarmos e essa independência é boa e saudável!

Não sei, vamos ver onde vou dentro desta minha cabeça, verei como vai gerir estes próximos dias que se avizinham... uns terão fé outros vão-se entregar ao trabalho até à exaustão... e o tempo que passa, esse vai certamente desenrolar os seus misteriosos e insondáveis desígnios!

sexta-feira, maio 11

O Paulinho

Voltou de grande e, como tem imensos amigos na comunicação, aparece em tudo o que é sítio, com ar digno e escorreito... mas o seu melhor não o posso esquecer, e é como tal que o vejo sempre o tenho pela frente: no contra informação, há já uns mesitos atrás, aparecia o Paulo Portas e outros políticos todos de bibe aos quadradinhos com um folhinho nas mangas, meninos de escola, o engraçado é que eles de quadradinhos azuis e brancos, ela de rosa e branco... surpresa das surpresas no meio da confusão típica que fazem os miudos, um promenor se destacava... é que os bibinhos em azul parece que não chegaram para todos e então o menino Paulinho vestia um cor de rosa! Adorei e nunca me vou esquecer, tão bem que lhe ia a cor e o folhinho na mesma!

A mim não me convence nem de fatinho às riscas, nem de óculos escuros, nem de fraque... só aquele bibe me traduz o que está por trás daquele perigozíssimo POLÍTICooo.

terça-feira, maio 8

Se eu pudesse partilhar uma tarde com um personagem de fantasia escolheria, sem hesitação, o Shreck, não serei original nesta escolha porque estou mais do que certa de que há em muitos de nós o inconfessável desejo de ter um amigo como ele, não?

Se calhar este forte apelo que sinto não é para generalizar... mas é que o acho tão, mas tão, irresistível!

Quanto não valerá um piquenique, seguido de sesta, com a minha cabeça encostada naquela almofada fofa que é a sua barriga!

VIIIIIVVVVVAAAAAAAAAAAAA O SHRECK!

------cidadania------

A escola que poderia, ou deveria, ser um lugar de aprendizagem e prazer pode acabar por revelar-se uma fonte de traumas e memórias desagradáveis. Esse registo é definitivo: ou foi bom ou perdemos a oportunidade de viver alegre e descontraidamente uma das boas fases que a nossa sociedade proporciona às crianças!

Isto porque nós, na infância, na juventude, exercitamos com os outros tudo de bom e de mau que está a germinar em nós, exploramos o nosso potencial sem termos ainda a capacidade de nos pormos no lugar do outro; somos alheios ao seu sofrimento, às suas emoções, temos um egocentrismo cego, numa palavra podemos ser muito cruéis, e, na maior das ignorâncias, deixar marcas indeléveis.

É bom quando, por sermos adultos, termos conhecimento desta realidade e estarmos por perto, podemos tentar prevenir ou aliviar este género de episódios, que sempre existiram e que agora até já tem nome de fenómeno: BULLING ou algo semelhante.

O facto de trabalhar num meio com uma escala muito humana, permite-me chamar os alunos pelos seus próprios nomes e observar e acompanhar o resultado de alguns caldinhos sem que estes se cheguem a entornar!

Transmitir valores como a solidariedade e o respeito pelo outro são lugares comuns que ainda não fazem parte do programa mas resultarão finalmente naquilo que vai distinguir mais tarde os bons e os maus alunos: os que vivem a cidadania com naturalidade e os outros... aqueles que se cruzam com alarvidade na vida dos seus semelhantes sem terem sequer a capacidade crítica para reconhecer a ilegitimidade dos seus comportamentos impróprios!

segunda-feira, maio 7

...acomodada...

Agora que me sinto já mais à- vontade para passear e espreitar os meus vizinhos admito que tenho conhecido blogues talvez mais interessantes, curiosos ou originais do que aqueles que linquei ao meu... mas eu sou "ACOMODADA"... aprendo a gostar do que conheço, a viajar dentro de casa, a percorrer o mundo dentro da minha cabeça... a encontrar o mérito e a tirar lições nas viagens que vou fazendo. Sem sair do mesmo lugar voo alto e gosto de renovar o olhar ... é disso que depende a novidade: da capacidade de lançar um olhar virgem sobre o que vejo. Só assim para ver portas abertas onde outros vêm paredes, para sentir o ar fresco que entra dentro de nós quando se abre a janela onde julgávamos estar um negro beco sem saída!
Optei por mudar o mundo dentro de mim quando concluí que o contrário ( o fora de mim) não dependia da minha vontade.
Optei por me encaixar nesse mundo onde vivo, sem revolta; assim é mais possível fazer a revolução... todos os dias, sem descanso, sem levantar poeira, gosto de calar quando se espera um grito, de sorrir quando essa é a melhor arma que posso usar quando se espera o meu ódio,
de dar atenção e carinho a quem não recebe de outros o privilégio do mimo, gosto de desejar bom dia, gosto de sentir que desejo bom dia do fundo de mim , gosto das crianças da escola onde trabalho, e das outras também, dos meus filhos e dos outros também, gosto dos blogues que linquei, e dos outros também e gosto de acreditar que se praticar este gosto pelas coisas vou ser mais feliz e contagiar os que comigo se forem cruzando!
Pode ser que nem sempre assim seja!
É dentro de mim que guardo tesouros e a minha maior riqueza é esta vida que me anima e que sei que acaba a qualquer momento... não pode haver fastio, tudo é novidade, tudo é único, nada se repete, é sempre a primeira e última vez para cada acto, cada acontecimento; quem pensar diferente vive, se calhar, iludido! Quero acreditar que tiro partido de cada dia, e, agora para acabar, o lugar comum que todos sabemos ser o mais que certo: um dia vai ser mesmo o último, sem apelo nem aviso é bom que se tivermos tempo para lançar um último olhar ao que por aí fizemos, tenhamos a sensação de que vivemos o mais em pleno que podemos, no que de nós dependeu!

Obrigado Marta, das claras em castelo

Sempre gostei destas "brincadeiras"... estava no blogue da Marta a pensar o que seria eu??? quando no fim do post me vi "desafiada", é bom brincar, obrigado Marta!



Se eu fosse...

Se fosse uma hora do dia seria o fresco amanhecer
Se fosse um astro, seria uma estrela cadente
Se fosse uma direcção, seria sempre em frente
Se fosse um móvel seria uma espreguiçadeira
Se fosse um liquido, seria fresca e transparente
Se fosse um pecado, seria uma Madalena arrependida
Se fosse uma pedra, seria um seixo de rio
Se fosse uma árvore seria uma magnólia que resiste ao passar das gerações
Se fosse uma fruta, uma lichia com a casca
Se fosse uma flor um bem - me - quer
Se fosse um clima ameno e com caprichos de brisas
Se fosse um instrumento musical um piano ou um cravo
Se fosse um elemento, seria pura e cristalina
Se fosse uma cor, seria verde água, quase sem cor
Se fosse um animal, seria um lugar comum: o simpático golfinho, em liberdade, óbvio
Se fosse um som, seria a gota de água da chuva sobre o telhado, ou a cair no jardim lavando as árvores
Se fosse uma música, seria intimista, um intérprete, um piano, uma história bem contada, Tori Amos, Leonard Cohen, Jorge Palma, sei lá eu, tantos
Se fosse estilo musical seria... tenho dificuldade em classificar os estilos de que gosto, são demasiado díspares( não só a nível de música)
Se fosse um sentimento, seria a solidão partilhada
Se fosse um livro, seria os Cem anos de Solidão
Se fosse uma comida, seria sopa ( que falta de pedigree), ahh e ostras, abertas no carvão com muito sumo de limâo
Se fosse um lugar, seria a minha casa
Se fosse um gosto, seria a sal, iodo e marezia... búzios, talvez
Se fosse um cheiro a madressilva e alecrim
Se fosse uma palavra, seria harmonia
Se fosse um verbo, seria aceitar
Se fosse um objecto, seria uma chave
Se fosse peça de roupa, seria um casaco muito quentinho e confortável
Se fosse parte do corpo, olhos bem abertos
Se fosse expressão facial, seria uma Mona Lisa contemplativa
Se fosse personagem de desenho animado, seria o Capitão Hadock, do TinTin, com humores imprevisíveis e uma blasfémia na ponta língua, ou talvez o Bambi ( dois extremos, pois)
Se fosse filme, seria "O fabuloso destino de Amelie Poulin"
Se fosse forma seria volátil, adaptar-me- ia ao espaço em que me "enfiasse"
Se fosse número, seria o 7
Se fosse estação, seria o Outono, sem dúvida
Se fosse uma frase, seria - mais vale tarde do que nunca, de médico e de louco todos temos um pouco!

sexta-feira, maio 4

O pé n'areia

Pois estas são as verdades aqui do sul; o verão começa em Maio, de modo intercalado, mas já vamos pondo um braço de fora, uma perna ao sol, já experimentamos o delicioso calor nos pés quando nus os passeamos pela areia da praia, o olhar o mar já naõ é distante, como no Inverno, agora já hesitamos em aceder ao apelo do baptismo... é hoje o primeiro do ano, não, sim , talvez... e um dia, que costuma ser em Maio, a falta de coragem fica na areia a admirar a sedução finalmente aceite, que aquele azul imenso exerce sobre nós, e a água já nem parece muito fria e o corpo mais leve e feliz deixa que a água o embale e brinque com ele em promessas de frescura bem vindas quando os dias forem reamente quentes e os banhos forem um prazer assumido e irresistível.
Amanhã no fim do dia vou num barco ao encontro do mar, do céu estrelado, da luz das velas, vou revisitar este amor fiel que me espera ano após ano sem me desiludir, que me faz não ter idade, nem sexo, que me lembra que toda eu sou quase água e que entre o dentro e o fora é só uma questão de não pensar, é pôr o sentir no rebentar das ondas, é deixar na areia tudo o que não pertença ao mar, é boiar e boiar!

Arrumando papeis

Gosto de ler coisas antigas que escrevi, reconheço marés de alguma inspiração ( COM A RESPECTIVA RELATIVIDADE); como são escritos que ficam esquecidos no meio de outros papeis é engraçado reencontrá-los e rever-me naquele momento

Pensando em amores


O AMOR ADOLESCENTE
TUDO QUER ACREDITAR
A SUA FORÇA É PREMENTE
REBENTA SE NÃO PUDER DAR

CADA UM É O PRIMEIRO,
COMO ELE NÃO HÁ IGUAL,
CAPAZ DE NOS TORNAR LOUCOS
DAR À VIDA UM OUTRO SAL!

COM ELES VAMOS APRENDENDO
DA VIDA UMA GRANDE LIÇÃO
HÁ QUE DE NÓS IR CEDENDO
E SABERMOS DAR A MÃO

ACREDITAR QUE DE TODOS
O MELHOR É O QUE DURA
E RESISTE A OUTROS FOGOS
DENTRO DA SUA "ARMADURA"- O CORAÇÃO


OUTRO


O AMOR DE UM PAI É FORTE, É SEGURO, TEM ASAS DE SONHO QUE NOS LEVAM MAIS LONGE E MAIS ALTO; A MÃE ENSINA-NOS A CUIDAR DO CORPO COM CUIDADOS ENLEVADOS, O PAI, ESSE, ENSINA-NOS A SER MAIOR, A ACREDITAR NO IMPOSSÍVEL E A DIZER EM VEZ DE PORQUÊ, PORQUE NÃO?
... E AGORA VOU DAR UMA DE ESPREITA, para dentro de outras cabeças...
Se já aqui não voltar bom fim de semana para o mundo!

o que me faz feliz

o que me faz feliz
o meu mundo ao contrário

O meu Farol

O meu Farol

A bela foto

A bela foto
o descanço dos meus olhos

A minha cama na relva

A minha cama na relva

O meu Algarve

O meu Algarve

...enquanto uns trabalham...

...enquanto uns trabalham...