domingo, julho 15

CU CU

Os meus clientes querem sempre notícias fresquinhas;
estamos quase fechados, por aqui, não para balanço mas para férias;
eu sei como é andar a ver o que se passa por aqui e espreitar onde nada se passa... xato, pois... mas é por uma boa causa!
Talvez eu volte inspirada, talvez eu volte com saudades, certo certo é que agora estou de passagem só para vos dizer:

VOLTAMOS A ENCONTRAR.NOS... NAS PALAVRAS QUE AQUI DEIXARMOS... NAS FRASES QUE DAQUI LEVARMOS... NOS ENCONTROS QUE AQUI NOS APROXIMAM!

Fiquem bem, até lá!

terça-feira, junho 26

Voei

Não pensem que me fui...
Vou só lá fora espreitar o Verão, o mundo, o mar... vou aquecer o corpo ao sol, arrefecê-lo no mar, vou comer gelado e saladas, carapaus e caipirinhas, vou ali ver os por-de-sol, vou cavaquear ao luar, dormir sestas, fazer noitadas, amar ver o meu querido adolescente de gaiola aberta na sua liberdade descomprometida, em festa permanente (que felizes que somos quando não lhes impomos obrigações), enfim o que eu quero deixar aqui dito é que vou a banhos!
Mas volto, criei aqui alguns ternos laços e vou querer espreitar e deixar uma palavra de quando em vez!
Até já

quarta-feira, junho 20

O pecado de Eça de Queirós

Os anos passam e o gozo de ler Eça se possível, sái renovado de cada vez que lhe pego.
Está definitivamente entre os meus preferidos.

Peguei no "Crime do Padre Amaro" e estou num deleite... é a tal companhia que gostamos de ter à nossa espera para um momento bem passado; o efeito catastrófico que deve ter causado na época, ainda deve abanar com as suas réplicas, as mentalidades de parte da nossa sociedade.
Como foi possível tamanha liberdade, crueza, ironia?... como permitiram a Eça sobreviver depois de pôr a nu, com imenso realismo, elites intocáveis e insuspeitas? Autêntica chusma de blasfémias e "poucas vergonhices" que ainda hoje, décadas e décadas depois, me levam à gargalhada incontida, perante a diversidade riquíssima de "tipos", tão "nossos", tão portugueses... por estranho que me pareça, talvez pelo lado jocoso e algo paternalista que Eça utiliza, aquelas personagens não me inspiram desprezo como na vida real. Até uma pontinha de ternura trocista perante tanta alarvice e imoralidade... os enlevos e os amores parecem mais legítimos mesmo quando adúlteros ou pecaminosos, a gula transforma o "clero" em gourmants, as fêmeas libidinosas de meia idade, em sedutoras irresistíveis.
Se por estes dias, um quaquer jornal nacional publicasse em "folhetins"os episódios mais "picantes" do Crime do Padre Amaro ponho-me a imaginar que teriamos tema de abertura de notícias garantida nos 4 canais nacionais em horário nobre... um escândalo, uma pátria lesada, um país desacreditado e uma barrigada de riso satisfeito por ver o retrato mais velado dos inconfessáveis pecados de quem concede a si, e todos os outros, o perdão divino, com procuração implícita do mais alto dignatário daquele que, a todos limpa a consciência, em troca dumas avé marias e uns padres nossos avulsos, ditos entre uma e outra escorregadela... tudo devidamente confessado, debitado e creditado, como manda a sapatilha! Com boas contas se fazem os bons amigos!

CU CU

Aviso à navegação:
Por aqui mar calmo; alguns problemas técnicos que se deverão resolver em breve.
Aos que deram pela minha falta aqui fica um xicoração apertadinho!

Mas tenho relido os meus 2 últimos posts de que, modéstia à parte, muito gosto... sou eu não é outra!

quinta-feira, junho 14

Os homens e a guerra

As imagens que passam diáriamente nas notícias sobre a guerra deixam-me na posse de um dado incontornável: quem a faz são os homens; parecem meninos grandes, com meios desajustados ao seu desenvolvimento intelectual, ao seu estado de consciência; em corridas de esconde esconde, empunhando metralhadoras, vão disparando rajadas na direcção do "inimigo"... exterminam-se uns aos outros, para gáudio de certos senhores engravatados que, nos seus luxuosos gabinetes, pendurados em torres de espelhos, fazem contas aos milhões que vão acumulando, à conta do material bélico com que irmãos vão matando irmãos, em jogos de vida ou morte, que só param para as mesmas marionetes correrem a acudir aos que jazem ensanguentados por entre cadáveres... tudo entre corridas e urgências, ódios e acção, achas e fogueiras.
Certo é que as mulheres encerram em si violências incontáveis. Guardam em si ódios e recalques, invejas e complexos, mundos tortuosos capazes de explodir e desencadear agressividade e violência.
Não estou é a ver um exército de mulheres cheias de ódio a matar tudo o que mexe indiscriminadamente. Acredito que dentro de quase todas existe um respeito e amor pela vida dos seus semelhantes, um momento de reflexão mais profunda e humana, um colectivo mais pacífico, menos sangrento, mais contido, menos impulsivo, mais maternal e menos primário, capaz, num momento de decisões, de um maior desinteresse material em prol de melhores condições sociais para todos.
Acredito que, numa assembleia de mulheres, se dissessem inúmeros disparates, se falasse ao ritmo da emoção, se competisse e agisse por pouco louváveis motivações e interesses, mas acredito que, no momento das decisões, uma responsabilidade superior aos seus interesses e uma inteligência e sabedoria gerais, se sobreporiam a outros menos bons atributos, de um colectivo muito mais capaz de respeitar a vida por estar mais directamente implicado na sua origem. Digo eu.
Gostava, ponho nisso muita esperança, de ver as decisões verdadeiramente fundamentais, nas consciências e no poder de um colectivo feminino.

ADDDOORRNOOOO???????????????

Gravata - Tira de tecido estreita e longa, que se usa com um nó próprio como ornato à volta do pescoço.
Ornato - adorno, enfeite, ornamento.
Tenho vindo a reparar na liberalização da estética da gravata... surpreendo-me com a forma, mais ou menos criativa e inteligente, com que os gestores de imagem gerem este suposto adorno.
Nos dias de hoje há-as de cores atrevidas, (rosinha, lilás, verdinho água, etc), desenhos sugestivos, decorando grupos em pretensa sintonia ou dando o destaque pretendido a um só indivíduo.
Mas a mim não me enganam... eu não consigo ver na gravata um adorno; um adorno usa-se para enfeitar, embelezar, seduzir, alegrar ou outras hípóteses no sentido de melhorar a imagem e libertar a personalização criativa que cada um possa, ou queira, fazer do seu "retrato".
Um adorno ou ornamento usa-se por opção individual, é um toque criativo, é uma prenda que nos oferecemos, uma futilidade útil, porque é um cuidado, um mimo , uma atenção que temos para connosco e isso é bom, faz bem à auto estima de quem o usa!
A GRAVATA, então, é coisa que me ultrapassa; não lhe encontro características de adorno ou ornamento... não é divertido nem criativo, não liberta nada de bom, antes pelo contrário, interpreto-a como uma sujeição, uma submissão, um carneirismo que só se explica pela existência de um pacto silencioso e ancestral, que pretende distinguir a casta mais elevada das nossas sociedades capitalistas.
É desconfortável, sobretudo no Verão, "estrafega", enforca, diminui a sensação de liberdade, digo eu , que nunca a usei, é só de olhar que me vem este desconforto, e duvido que me sujeitasse a usar... porque o pacote não traz só uma gravata , é toda uma hierarquia de concessões, que passa pela simbólica corda ao pescoço. É como ir à tropa... certas imposições não me imagino mesmo a acatar, nem que chovessem canivetes!
E, como se não bastasse, é IMPOSTA, OBRIGATÓRIA, em determinados contextos sem dúvida um símbolo, uma marca de aceitação do senso comum numa área muitíssimo pessoal: aquilo que vestimos, e ainda mais grave, os "ornamentos" que escolhemos, a nossa relação com o espelho, que, sendo assim, sujeita um indivíduo a olhar para si num último relance antes de sair para o mundo, e ver-se como a socieadade, a empresa ou o patrão exige que ele se apresente... um exército de uniforme cinzento, ou pelo menos amorfo, sem cor, com a camisinha chata com tanto botão, colarinho, punhos, casacos, calçinhas vincadas e a cereja em cima do "pastelão"... a gravata que, num grito de ESTOU AQUI, alguns escolhem usar com um toque de cor!
Pronto, não quero com isto chatear ninguém, até porque muitos, se calhar, tiveram já de ultrapassar este conflito e adaptar-se ao inevitável... e todos, no dia a dia, temos mesmo de engolir uns quantos sapos... cada um os seus... mas que a gravata me inquieta e tira do sério é verdade... esse sapo, não é para mim!

quarta-feira, junho 13

Não sei quem fez...

Mas desconfio que foi um grande artista, daqueles de cujas obras nem se fala, que nos emudecem de emoção e espanto, nunca ninguém jamais conseguiu obra que se assemelhasse ( escreve-se assim?) ou chegasse sequer aos calcanhares de tão sublime espectáculo. É estar perante o divino, a perfeição! Ajoelho-me perante um criador de tão desmesurada inspiraçao!
Já tinha visto fotografias mas certos movimentos não se podem parar sobre pena de lhes roubar toda a beleza todo o sentido, o encadear das formas, das cores e do movimento perde-se no estático da imagem da explicação lógica.
Quero lá saber de explicações: é lindo de morrer, e se pudesse satisfazer um desejo por hoje era este: quero ver uma AURORA BOREAL;
na dois ontem abriram-me o apetite e agora devo ficar em silêncio porque perante obras divinas as palavras são absurdas tentativas de explicar o que não tem explicação!

segunda-feira, junho 11

92??... será que foi para a política?

De tanto não conseguir acabou por bisar, e agora no customize, add a page element, aparece como se só tivesse postado uma vez... coisas, migalhas...

Se este video é de 92, como parece, esta menina já deve ser uma trintona em acção; será que pertence ao Green Peace? Foi seduzida por um belo emprego e trabalha para o sistema? Isolou-se numa ilha do Pacífico, montou uma cabana e vende caipirinhas, pizzas e hamburgers, ou é uma dona de casa exemplar, com uma ninhada de filhos e vive num civilizado bairro onde se orgulha do seu mini jardim de especiarias no backyard lá de casa... gostava de saber...

Vídeo 1 - ECO_92 -

Vídeo 1 - ECO_92 -

Palavras para quê?
A força e a consciência dos que lá vêm... será que ainda chegam a tempo?? Acredito que sim.

o que me faz feliz

o que me faz feliz
o meu mundo ao contrário

O meu Farol

O meu Farol

A bela foto

A bela foto
o descanço dos meus olhos

A minha cama na relva

A minha cama na relva

O meu Algarve

O meu Algarve

...enquanto uns trabalham...

...enquanto uns trabalham...