Terça-feira, Junho 9

Bons feriados para todos

Tantos os sentimentos...
tantas as palavras
tamanhas as emoções

para mostrar apenas o silêncio

no fundo as angústias embrulhadas nas incertezas
os desejos camuflados, com andrajos de frustações
o silêncio do grito mudo,
sufocado num labirinto de solidão
as ilusões sob os escombros das desilusões,

e dentro sempre a crescer
imparável
um ser de certezas
que incomoda
um mundo de humilde sabedoria
que não se pode esconder, nem calar
o bem estar que se sente
e que sem se querer agride

por alguns aplaudido
o caminho vai-se fazendo

no cume das nossas pequenas montanhas
podemos ver o afastamento de quem se sente ameaçado
crescendo no sentido inverso...
... maior a distância que nos separa ,
mais pequeno o espaço que ocupa
ali, na nossa solidão, já só o nosso olhar pede conforto
procurando ansioso o outro que cego só olha para dentro

... e por dentro o crescimento não pára
sempre, sempre
como um balão que sobe, sobe no ar
até se perder do olhar
de quem só por ver crescer se sente abandonado, traído
e por isso se revolta e por isso magoa
... e por isso lança o balão de novo para longe,
para o alto,
para lá onde ninguém o alcança,


...nem mesmo aquele que o lançou

Quarta-feira, Maio 20

Assim tanto espaço também não....

Então é por isso
Quando os homens e o seu mundo ocupam demasiado espaço dentro de mim, como se fossem, de facto o centro de tudo o que existe, quando o meu olhar não alcança mais do que as suas casas, as suas construções, os seu meios de transporte, o meu ouvido se enche dos sons que produzem... eles e o mundo que é só deles, com as suas máquinas, as suas vozes, os seus ritmos alucinantes e alucinados, quando para encontrar o meu equilíbrio tenho de olhar para o céu, procurar o seu azul, ou viajar nas suas nuvens, quando já não sei se as estrelas ainda brilham, se a lua está cheia ou nova, quando tudo isto e muito mais me acontece eu sinto uma irresistível necessidade de fugir!
Sinto-me mal... triste e envergonhada, pertenço a uma espécie assustadoramente invasora, parasita e prepotente, em que os mais fortes esmagam os mais fracos, até mais não poder; consome hoje em excesso, desperdiçando, o que amanhã há-de ser vital aos seus filhos;
causa sofrimento aos seus irmãos... e rejeita como irmãos aqueles que são diferentes!
Assiste indiferente ao desaparecimento de outras espécies e foge aos saltos e gritinhos quando algum outro animal se cruza no seu caminho, tem nojo das rãs e dos camaleões, confunde abelhas com vespas e desespera nas cidades porque os pombos lhes sobrevivem!
Guarda muito mais do que alguma vez vai precisar para si , ignorando que o mundo à sua volta só pode ser aprazível se houver sensibilidade e solidariedade!

Terça-feira, Maio 19

Cidade, para mim

A cidade surda fala-me das histórias dos homens
A cidade fala-me em excesso
... não das suas histórias de conquistas e venturas, das suas esperanças e alegrias,
... nem dos seus sonhos...
A cidade fala-me das suas misérias, da paleta suja das suas frustações, da sua solidão.
Nos seus olhos baços e tristes vejo tudo o que os homens da cidade não viveram, a alegria que lhes escapou, as árvores que não plantaram, os luares que lhes escaparam, vejo os seus futuros empenhados e as suas ilusões engaioladas em becos sem saída
O sufoco em que sobrevivem, a sua luta diária
...sinto tão absurda, intensa e desesperadamente o seu naufrágio que todo o brilho em mim se extingue!
Já não sei se o dia morre, se o sol se põe
Já perdi o azul intenso do céu
o canto dos pássaros
oh desventura, que triste ser cidade
não preciso de ser cidade para me perder de mim, nem de ser natureza para me encontrar
dentro de mim guardo a chave para encontrar toda a luz, toda a graça, toda a força
mas a cidade invade-me com toda a sua enorme e profunda tristeza e leva-me a redescobrir prantos que já esqueci, lágrimas que já não quero derramar
Cinzenta afasto-me dela, fraca e triste, e aqui, longe do betão e dos rostos anónimos e perdidos na sua inconsolavel solidão, lambo as minhas feridas e peço ao sol que me aqueça e embale!

Quarta-feira, Maio 13

Sem vrrrrruuuummuuuuuss, por favor!!!

É curioso quando somos levados a reconhecer a existência de algo pela sua ausência!
O ruído
Quando o nosso dia é passado num ambiente onde muita gente circula, sendo que a maior parte são jovens e crianças, é uma constante o barulho de fundo que acompanha todos os momentos das nossas horas de trabalho!
Através desse som permanente podemos sentir o pulsar dos ânimos, dos humores!
Ao entrar na escola, logo de manhã, posso, quase, adivinhar o clima... o dia da semana... a época do ano...
Outras vezes um conflito latente que provoca um sururu, uma trica, uma fofoca, novidade ou surpresa e logo as conversas sibiladas pelos cantinhos... tudo, tudo isto se reflecte no meu ouvir e se traduz numa informação que com o tempo vou aprendendo a descodificar!
A excitação do fim-de-semana ou o entusiasmo com os finais de período... ou os primeiros dias de sol, são particularmente barulhentos!
As cenas de "porradona", e então quando o conflito é entre miúdas, dão sempre um ar que se enche de ruídos de felicidade geral, de festa, com pompas de grande evento iminente, imperdível, desmarcado mesmo!
Certos acontecimentos, mortes e acidentes, doenças e catástrofes naturais, por esse mundo fora, acordam a escola num respeitoso murmurar, entre sussurros e conversas sentidas, até que a normalidade se instale de novo!
Hoje, um misterioso e acolhedor silêncio acompanharam os meus passos quando entrei na escola e subi as escadas até à biblioteca!
Uma ausência, um vazio, um limbo sonoro... como se tudo esperasse um início anunciado de qualquer acontecimento que me escapava!
Assim começou o meu dia, neste aprazível fundo sonoro mudo e quedo, onde, apesar de rodeada de cerca de 400 pessoas, me senti quase a única com existência real , e os outros faziam a habilidade de serem em silêncio, parte do meu mundo!
Sou, (falo por mim embora me pareça que não se pode ser doutro jeito), fisícamente muito sensível aos sons/ruídos que me acompanham... penso que esta sensação de "bagunça" se instalou no fim-de-semana dentro da minha cabeça, pois levei o "santo" domingo a ouvir um campeonato de motocross, ali ao alcance do meu aparelho auditivo, uma autêntica violação, em que eles vruummm, vrummm, vrruumm vrruumm todo o dia, um gasto de combustível e paciência, um desespero, dizia que este caos auditivo em que fiquei só hoje se desanuviou, "por conta" desta aprazível e aparente acalmia que hoje se respira na escola... e nem sei porque é... efeitos da crise, talvez, um compasso para digerir, um tempo para carregar as baterias, no silêncio da nossa interioridade!
Sem vrruumms, nem vrruumms!

Sexta-feira, Abril 24

25 de Abril

Já não se inspirava fundo há muito...
...o ar escasso já mal nos chegava aos pulmões...
... coragem,talvez o último furo do cinto... mmmnnn, ui, só mais um furinho, devagarinho, suster a respiração;
... finjo-me de morto, o frigorífico vazio anuncia-me com frieza: - Nesta casa os restos de ontem não garantem a fome de amanhã...
Descalabro, hecatombe, tsunami...derrocada, pumba e catrapumba, fujam... vem aí o seguro do carro, ai, ui, o IRC, mais o modelo 3 que não entra, 1, 2, insiste, insiste de novo, vai uma, vai duas, o tempo a passar, os prazos a fugir, "as pulgas a saltar e as meninas a aprender , quem será a mais bonita... " lá entrou... porra... vem multa, entre tentativas estou com uma semana de atraso, vem coima... que nome feio, este!!! Coima que os pariu!!!
... e nós rapa no fundo, conta o tostão, mexe e remexe no que já foram as sobras de ontem, mas o fundo do tacho já alguém o rapou... ou lambeu...
...assim se leva, assim se vai, "as pulguinhas a saltar e as meninas a aprender"... Aguentem, respirem com o ar que retiveram nos pulmões,ninguém se lembra há quanto tempo, se calhar está para lá de inválido, fora de prazo! Não há outro, aguentem-se, respirem, inspirem, não se deixem ir abaixo, olhem à volta...
Submersos em água, expectantes, aflitos por uma bela inspiração, assim encontro à minha volta um número considerável portugueses, cujo patrão é o dono do negócio, o chefe manda, ele sabe quanto nos paga, quanto nos rouba, já que aquilo que nos leva não paga a justiça que precisamos mas não temos, a saúde que se ansiava saudável, mas está mais moribunda do que um doente terminal, a educação de merda que nos leva em livros as prestações do mês de Setembro... e de Outubro... e que nos ensina os filhos a saberem coisa alguma, que no futuro não lhes vai servir para nada... nem para apertar um parafuso ou saber onde fica "a França"!
Em troca dão-nos estradas que não nos levam a nenhum lado, pontes que nos ligam a coisa nenhuma, projectos que implementados servem a meia dúzia, e folhetins políticos menos credíveis do que a escrava Isaura!
Afinal, eu só queria sustentar com o meu trabalho uma vidinha "remediada", dispenso até o restaurante, as férias por dentro ou fora, as roupas e os cabeleireiros, os perfumes e as extravagâncias, a cultura dos livros, do cinema e do teatro, como alface deixo a rúcula, a sardinha e o carapau, levem-me as lulas e os linguados... mas não há gaija que aguente um frigorífico vazio, adiar a compra de material para a escola, deixar de ir ao médico ou dentista, tudo isto em cima de um pólo aos soluços rolando sobre uns pneus carecas , encolhido e assustado porque vai, concerteza, chumbar no exame... já não é por mim é por ele, coitado vai esbarrar numa lista de incapacidades... e eu a ver...
... e depois não querem que haja depressões???...era bom, era... mas se já nos falta o ar nos pulmões há muito... estamos em apneia prolongada, forçada, imposta, o cinto está no último furo, mas folgado pois, miraculosamente, nós vamos encolhendo dentro dele...
Tudo isto era porquê.???.. ah já me vou lembrando... é aquilo do 25 de coiso, era mesmo só para vos lembrar... é que pensei nisso, ainda agora... pensem também , se vos der na bolha, se vos aprouver, aproveitem, é já amanhã, o tal de 25 de Abril...
Uma pena... parece que só serviu para deixarmos de apreciar os cravos vermelhos como merecem, cheiram tão bem, são belíssimos, sem pompa, sem peneiras, uma flor que coitada, a bem dizer nem teve ou tem culpa de nada disto!
Caiu em desuso, em descrédito... nunca mais ninguém a olhou só por aquilo que é... um flor vermelha tão bonita e cheirosa! ... e não foi tida nem achada... ele há grandes maldades... é que não lhe perdoam...já lá vão tantos anos, décadas mesmo ... e do 25 de Abril já todos se esqueceram... agora a fama dos cravos vermelhos é que ficou... acho que foi mesmo só isso que ficou...

Quarta-feira, Abril 22

Deixem-me zunir neste prado verde

Tenho assim uma sensação de limbo à minha volta...
os blogues que visito estão como que parados... eu mesma suspendi a vontade de aqui me demorar, venho só para confirmar que nem ventos nem marés, sem sustos ou sobressaltos, como se o migalhas fosse um momento de uma tarde quente, à sombra fresca de uma frondosa e acolhedora árvore, o sussurro quase inaudível de mornos pensamentos, voláteis, inconsistentes, que me passam pela mente desacordada, sem deixarem pegada ... e eu entregue ao prazer de uma sesta merecida!!!
Fiquem bem até uma próxima
Espero despertar deste entorpecimento ao som duma flor a desabrochar ... ou do cantar de uma atarefada abelha na azáfama do mel!

Quinta-feira, Março 26

... é bom , eu gosto!

Música?... sim, decididamente música é bom, eu amo... sem ela não sei como seria!... bom..., seria talvez igualmente bom, ...lugar para outros sons, outras harmonias, o respirar do planeta, o ritmo do meu coração, o suave silêncio da brisa, outros ritmos!
As cores, liiiindooo, gosto das cores, tantas, tantas, das que se extremam até às suaves, suaves... até à ausência delas, bonito, uma alegria de ver e de viver!
Ai, e o mar??, tão imeeeennnsso, tão deeensssooo, tão inteeennnssso, arrebatador, irrepetível, inexplicável, só visto! Um regalo para a vista, para o sentir!
E os alimentos??, os seus sabores, que deleite, que prazer, para o paladar, para a vista, que paleta infinita, tanto diverte, como espevita, se deixa saudade, se cria expectativa, se surpreende, é sempre um gosto, uma aventura,... eu gosto!!!
E ler???, querem maior prazer?... não que não haja, mas este, é sem dúvida um de entre os grandes prazeres! A pressa com que sacudimos outros compromissos, ou obrigações, o cuidado com que escolhemos o local para o tão desejado encontro, a calma com que acolhemos o momento em que abrimos o livro, suspensos no prazer anunciado, procuramos o fio da meada que muito gostosamente iremos desenrolar... efectivamente um gozo único, um encontro desejado que tanto nos dá... a mim dá, e eu não dispenso!
E agora vou ficar por aqui, não que se tenham esgotado os meus amores... são às mãos cheias, sempre renovados, rejuvenescidos a cada vez, estes e outros que agora se calam dentro de mim, por querer apenas dar alguns exemplos e não estar extensivamente a falar da vida boa que se nos oferece por aí!
Caramba e com tanta coisinha boa, tanto mundo para palmilhar, descobertas mil, aventuras sem fim... e nada!!! só oiço falar de lixo, merdas e cácas que não interessam nem ao mais ranhoso dos seres ranhosos... ele é crises e futebóis, crimes e castigos, e pronto eu não quero saber... gosto de muito, e demais, para olhar apenas o lado escuro que nos atrái como a luz atrái as traças!
Eu não sou traça, sou mulher e adoro viver, sem desperdícios!
Por isso faço notícia de tudo o que "bem quero"!
Daqui não sáio sem referir o gozo imenso das longas e esclarecedoras conversas de mim com mim, ou seja o pensar... que bom que é, uma boa conversa, no momento certo, os pontos nos iiiiissss, apelar ao bom senso, dar mimo, mergulhar bem fundo, sacudir poeiras, lembrar os bons momentos, entender e ultrapassar os maus, crescer, crescer, sempre sempre... é bom eu gosto!
Fiquem bem que eu vou andar por aí uns dias... mas volto... até lá...

Terça-feira, Março 17

Alguém m' empurra???

Altas horas da madrugada, o casal acorda ao som insistente da campainhade casa. O dono da casa levanta-se e pela janela pergunta:
- O que é que você quer?
- Olá. Eu sei que é tarde. Mas preciso que alguém me empurre. A sua casa é a única nesta região. Você precisa de me empurrar!
Louco da vida, o recém-acordado replica:
- Eu não o conheço. São 4 horas da madrugada e pede-me para o ajudar?Ah!, vá-se catar! Você está é bêbado.
Ele volta para a cama. A mulher, que também acordou, não gostou da atitude do marido:
- Exageraste! Já ficaste sem bateria antes. Bem podias ter ajudado esse indivíduo.
- Empurrá-lo? Ele está é bêbado - desculpa-se o marido.
- Mais um motivo para o ajudar insiste a mulher.
- Ele não vai conseguir andar sozinho. Logo tu, que sempre foste tão prestativo...
Cheio de remorsos, o marido veste-se e vai para a rua:
- Hei, vou te ajudar! Onde é que estás?
E o bêbado, gritando:
- Aqui..., no baloiço! ...

Quarta-feira, Março 11

Blogues ou telenovelas, futebóis ou mailes??

Quem disse que esta "mania" dos computadores nos mantém isolados e num mundo individualista e mais outras coisas indesejáveis e mal vistas socialmente, engana-se...
No meu ponto de vista, é mais saudável, interactivo, sociável e outras coisas que convêm a seres que vivem em sociedade, estar uns pares de horas a teclar com os amigos, blogar por aí, ver e enviar mails das mais variadas proveniências e com toda a espécie de temas e informações, divertidos ou sérios, profundos ou prólixo, pesquisar tudo e nada nesta caixinha sem fundo... do que papar telenovelas e futebóis, notícias que só o são de nome, debates da treta e muito mais, em frente a um ecran onde muitos passam o seu pouco tempo livre a emparvecer! E são esses, por hábito, que criticam os outros... é que os outros, habitualmente têm mais que fazer.
Apesar da vida não nos proporcionar os encontros e as informações que precisamos e gostamos de estabelecer, a internet não nos resolve essa lacuna mas aconchega e preenche em alguma medida... quem tem tendência para ficar agarrado certamente corre riscos... mas para isso basta estar vivo e acordar a cada dia!
Não é o isolamento... é a recusa dele... geograficamente não nos podemos encontrar com os amigos a toda a hora... mas por aqui deixamos os nossos rastos, as nossas pegadas, e vamo-nos encontrando e tocando neste mundo virtual, já que no outro é menos acessível!
Não é o andar de olhos fechados à realidade... é procurar na realidade aquilo que nos preenche, a informação que nos parece séria, a parte de realidade que nos convence. Recusamos deste mundo o que nos querem oferecer e nos parece uma prenda envenenada!
Não nos fechamos ao mundo, abrimo-nos a um mundo... que quem desconhece existir sente como ameaça... o que será que nos dão em troca de um bom jogo ou uma telenovela... como será que vivemos sem ver o que se passa no mundo e nos é tão pobremente trazido nos "telejornais"?
Não se assustem, gente da minha geração, que por aqui não ande, aqui procuramos exactamente a mesma coisa de sempre... afinal o que mudou realmente não fomos nós.... a embalagem, ou embrulho é que é outro... o que nos move é igual!

Segunda-feira, Março 9

Courrier nº 159 / BONDADE

O Courrier internacional, julgo que a última edição, tem uns quantos títulos muito apelativos para quem quer alimentar uma "boa onda".
Senti-me confortada por ler nas palavras de outros verdades em que acredito convictamente!
Venha quem vier, com os argumentos mais científicos e irrefutáveis, tentar convencer-me do contrário, que eu nem argumento...
acredito no ser humano, no seu potencial, na sua evolução,
acredito que quando as condições são propícias o resultado não é mau,
acredito que o caminho é o da solidariedade;
E espero que esta sociedade competitiva e individualista, que viu a minha geração nascer, crescer, e ficar madura, tenha os dias contados
que esta crise seja sinal do seu declínio,
mas acredito AINDA que isto não é o fim do mundo, como muitos querem... ou precisam... ou são levados a acreditar...
É um mundo injusto e desequilibrado que não era sustentável, e que vai, muito lentamente cedendo o lugar a outro caminho, apontando outras prioridades, outros valores;
... e se calhar foi isso que vi espelhado no tal Courrier...
... na capa a palavra BONDADE, logo me seduziu... um jornal /revista, tão sério e de excelente qualidade, não costuma trazer mimos nas suas páginas, porque é actual e a actualidade é cinzenta... e fria... mas a vida tem destas surpresas!
PS óbvio que, nem toda a gente que lhe pega vê a mesma luz a apontar um caminho justo de homens bons, tal como eu vi... mas isso já não depende de mim...

o que me faz feliz

o que me faz feliz
o meu mundo ao contrário

O meu Farol

O meu Farol

A bela foto

A bela foto
o descanço dos meus olhos

A minha cama na relva

A minha cama na relva

O meu Algarve

O meu Algarve

...enquanto uns trabalham...

...enquanto uns trabalham...