sexta-feira, março 23

tudo em mim são contrastes

vivo nos extremos dos extremos... sou inconstante na minha constância, insegura na minha segurança e segura na insegurança, sou uma canseira e um descanço, uma guerra em paz e uma paz na guerra; sou a amiga distante e a amiga constante, ausente presente, a força dos outros, a minha fraqueza, sou tudo, tudo perdi e reconstrui, deito tudo a perder, e depois encontro o o mundo num grão de areia, o amor profundo num sorriso ou o encontro das almas num olhar; a saudade na curta distância, o irmão no desconhecido, esgoto-me nas emoções, foge-me a razão que acabo sempre, mais cedo ou mais tarde, por recuperar!
Não é fácil a vida interior quando se vive diluido no mar dos sentidos, e entre nós e os outros existe a partilha da dor e do prazer sem limite , o mundo para lá da matéria não conhece fronteiras e o desgaste emocional é por vezes enorme.
Enfim, se calhar é das hormonas...ou pintelhices da primavera, mariquices de mulher, coisa pouca, sem relevância, é dormir que logo passa.

eu no mundo o mundo em mim

eu no mundo parece-me uma festa, entro nele e saio segundo as minhas conveniências, viro-lhe as costas, entro acompanhada, fujo só, chego cheia, esvazio...
mas o mundo em mim vinga-se... faz a festa, entra e sai de mim sem cerimónias, vira-me as costas, invade-me e deixa-me só, esvazia-me, extravaza-me, instala-se, reduz-me à sua imensidão, sabe que o vivo nas emoções sem lhe impor limites e sem contemplações leva-me a partilhar todas as ansiedades, todos os medos, todas as solidões e injustiças... depois, para me recuperar luto pela conquista do meu lugar ao sol, aqui dentro e em cima destes meus 37 que a mais não devo ambicionar... só então me recomponho; pés na areia quente passeio a minha imaginária sombra na praia onde perdida de mim me encontro mais uma vez.
Ausento-me de mim sempre que o mundo me ocupa, sem cerimónia, a serenidade, e me rouba a capacidade de me isolar dos seus males.
Por mais que me esforce, por muito que cresça, ainda que envelheça, não encontro melhoras nesta alma fadista e fatalista que quando voa me solta ao delírio, mas que quando me enterra os pés no chão lhes dá peso de chumbo, imobilidade de estátua e fragilidade de criança!

quinta-feira, março 22

a navegar

o tempo que tenho disponível para escrever é o mesmo que uso para espreitar outros blogues, alguns muito inspirados... é bom quando aquilo que lemos e nos emociona foi escrito por outros, são almas gémeas espalhadas por essa teia imensa! Descobri um, o: "semprinocentes" que me sensibilizou particularmente...agora visito-o como se visita uma amiga!

sexta-feira, março 16

momentos de ilusão

SE POR UM LADO GOSTO DE ME LER POR OUTRO ESTOU FARTA DE ME OUVIR!
QUANDO ENCONTRO COISAS NOVAS, OUTROS BLOGS, OUTROS SITES, COM MUITA QUALIDADE, MUITA IMAGINAÇÃO, MUITA POESIA, PARECE-ME INÚTIL PERDA DE TEMPO TODAS AS PALAVRAS QUE AQUI ESCREVO... SINTO-ME PEQUENINA E PRESUNÇOSA, SE CALHAR EU NÃO ME QUERO SÓ LER, TENHO É DESEJO DE SER OUVIDA, ENTENDIDA!
MÃE, TU QUE ADORAS O TEU FILHO ENSINA-O A ACEITAR O SEU ANONIMATO, PARA TI ELE É ESPECIAL,ÚNICO, DIGNO DE TODA A ATENÇÃO, TODA A COMPREENSÃO. DEPOIS SE O AMAS FAZ COMO DIZ O OUTRO MANDA-O VIAJAR.

quarta-feira, março 14

Ter pena

Para ser solidário não é requisito prévio sentir pena, digo eu.
Dá-me a sensação que os meus conterrâneos são até capazes de gestos generosos e desinteressados de apoio, sentem o sofrimento alheio, não são frios; agora o que me parece menos bom é o facto de este tipo de atitude ser desencadeada por PENA, - coitadinho está tão mal, tão só, precisa tanto de ajuda... de preferência tem de ser uma vítima humilde e que esteja pior do que eu! Bom, aí sim, lá vem a solidariedade bonita de se ver, sentida, a dor partilhada às lágrimas, a camisa quie tiramos do próprio corpo, os movimentos de saquinhos de comida para cá e para lá, a união que faz a força, e a diferença, contra a fome , contra a exclusão, contra a solidão, contra tudo e todos que façam chorar aquela alminha indefesa e desprotegida!
Gosto de estar atenta... mesmo o ser mais altivo e de lágrima difícil, pode "aproveitar" o nosso apoio, a nossa solidariedade. Não quero sentir pena para desencadear em mim a solidariedade. Gosto de desenvolver esse olhar humano sobre o mundo à minha volta sem depender de campanhas (que são sem dúvida muito úteis) nem de muito rio de lágrima feito ou muita chaga esfregada nos olhos de quem passa. Não quero pensar que só quem já "bateu no fundo" merece a minha atenção... não quero limitar a minha atenção aos que comigo vivem, quero outro sim, saber manter os olhos bem abertos para reconhecer o momento de dar uma "mãozinha" de apoio e força a qualquer que comigo se cruze. Quando esteja forte e alegre que chegue para irradiar umas chispinhas no ambiente que me rodeie porque é isso que faz falta, é isso que combate a solidão e que nos faz se calhar nunca chegarmos ao ponto de sermos pretexto para a PENA dos outros!

segunda-feira, março 12

IMPERDÍVEL

Não consegui convencer ninguém a ficar comigo ... foi debandada geral mas que foi único foi; das interpretações às letras, da "originalidade"( uma senhora com uns olhos tortos e embriagados de sensibilidade incontida que insistentemente pedia, "fadando", a lua, a um rapaz muito moderno que reppava e dançava, toda ela ao estilo dama antiga, com cachinhos de qualquer coisa nos cabelos e ele todo ganga e calçinha rota iô pra cá e iô pra lá: - dou-te a lua dou-te a lua, dá-me a lua dá-me a lua... e sempre assim por aí a fora) das músicas ao público presente, os apresentadores, as "entremeadas" de humor, tudo muito chispe, muita banha e gordura, muita mão suada, muito pouco à vontade, ( muitos ensaios mas tudo postiço, as roupinhas parecem alugadas, as palavras não são de ninguém vieram escritas num papel, prontinhas a serem decoradas com profissionalismo, sim senhor, mas assim como as toiletes também a ninguém servem ou ficam bem) ; enfim, para ser um festival de tremendo mau gosto nada lhe faltou... o que verdadeiramente me prendeu ao acontecimento foram os guarda roupas nunca vistos, um desfile coerente em que nada destoou. Eu não acompanho o que está a dar mas aquilo era de um mau gosto acima de qualquer moda... o que é feio e de mau gosto desfilou diante dos meus olhos estupefactos e culminou numa fulgorante vitória duma alegre rapariga que fez a festa com o seu coiro todas elas embrulhadinhas em lamé doirado, muito sorriso e muita alegria para dar e vender que é disso que os portugueses gostam e mais do que gostar precisam!
QUEREMOS ser mais alegres, soltos, espontaneos, estamos a dar passos nesse sentido, até estamos a aprender a fazer humor a metro e a rir a kilómetro por isso está bem...a menina estava contente, sorrizo rasgado de orelha a orelha dançou e abanou sem se cansar: ganhou!!!E já agora estive a falar do festival da canção RTP... pois é verdade, sim, ainda existe, e ainda há quem o veja... aqui esta Maria não lhe resistiu (com muito ir e vir porque não se perde nadica eles fazem-nos o favor de 10 em 10 minutos repetir o resumo) pois pareceu-me imperdível!

P.S. andei um pouco tristonha o que me restou de fim de semana... será que o festival me fez mal???

sexta-feira, março 9

O amor é como um Boomerang

Hoje pela manhã foi isto mesmo que pensei; o amor, aquele amor desinteressado, que distribuimos ao longo dos dias pelas pessoas com que nos cruzamos, não os filhos, os maridos, amantes ou namorados, a família, enfim, não é desse sentimento feito de laços, construido numa qualquer reciprocidade através dos tempos, ou dos momentos, estruturado ou destruido pela vontade daqueles que envolve mas não, não é bem esse... é mais ao lado, ou... mais ao fundo... ou... talvez mais acima! Feito de generosidade e atenção, só porque temos para dar, para distribuir. Num sorriso, um gesto, porque sabemos ouvir, esperar e ter tempo para os outros, porque sabemos que essa atidude faz verdadeiramente a diferença! Na escola onde passo grande parte dos meus dias tenho aprendido imenso sobre mim, os outros e as relações que se vão estabelecendo. E, o amor é um boomerangue: quanto mais tomamos o gosto de dar mais sentimos a sua presença à nossa volta e dentro de nós a ocupar-nos as intenções, os olhares os momentos.
É a arma mais eficaz para desarmar o mau humor e a tristeza! Óbvio que estes estados de alma não perduram na eternidade dos dias mas é com prazer que trabalho diáriamente estas "artes" e é com imenso gozo que atravesso o corredor da escola pela manhã, e não só, recebendo cumprimentos e bons dias de muitos que criaram esse hábito comigo, tipo reflexo condicionado: - Bom dia, Dona Inês, bom dia e é assim que um dia igual aos outros fica marcado para ser bom, para começar bem, para valer a pena. O amor é como um boomerangue!

Cinzento...segunda tentativa

Os cinzentos até podiam por lá andar mas é que não se via mesmo mais nada... a tristeza do discurso a monotonia daquelas palavras já tão gastas e vazias de sentido, aquelas expressões quase sem vida, o presidente disto e daquilo o cardeal que está sempre em todas e eu nem entendo o porquê; passando um olhar razante por todas aquelas presenças fico com a mais firme certeza de que nem um só estava ali de gosto!
Oh miséria, Oh tristeza mais cinzenta... será que não conseguem comemorar com mais alegria... entre aquela "cerimónia" e uma fúnebre, não vislumbrei grande diferença! Depois mais tarde se calhar até fizeram a festa mas eu já não estava lá para ver e que eu vi o que vi ninguém me tira!

quinta-feira, março 8

enganei-me...cinzento

Ontem liguei a televisão por momentos e fiquei colada ao sofá e ás imagens... na UM decorria uma " cerimónia" que, supostamente, comemorava os 50 anos de emissão! Mas que soturno, que triste que já continuo...

quarta-feira, março 7

As cores

Sugeriram-me uma nova cor para o "titalo"... realmente aquele azul era um pouco eléctrico!
Levei muito em conta porque quando os clientes são escassos há que mantê-los muito satisfeitinhos ; sendo assim mergulhei no arco irís e roubei do pote do tesouro estas cores que também a mim agradam! Vamos ver se têm o aplauso do público! SSSOOFFIIIIIAAAAAAAAAAA

Erros e mais erros

Estive a reler todos os meus posts, como já havia dito é sempre um prazer reconhecer-me, reencontrar-me! Tenho a desculpa de nunca estar apenas a escrever pois confesso que o faço por vezes no meio de grande actividade, rodeada de crianças e jovens, mas estou aqui para afirmar que detestei ver erros ortográficos! Alguns são por pura ignorância, outros distracção e ainda os da falta de tempo: não faço revisão do que escrevo nem rascunho... vou tentar ser mais atenta e cuidadosa daqui para a frente!

terça-feira, março 6

Repito-me

É inevitável... são as minhas convicções, pensares, sentires... os meus voos altos e demorados, também os rasantes curtos e discretos; assim como nos meus sonhos a dormir alongo os meus braços e deixo-me cair até ao arrepio, recupero altura, plano, perco altitude a uma velocidade vertiginosa, a pique, recupero o céu que é de onde tudo observo com o sorriso de alma velha que quando o mundo quis conhecer encontrou vezes sem conta a dor da queda descontrolada do ninho que a acolhia, perdeu o bando, viu-se no meio das de rapina e que hoje conhece os céus... apanho ainda os meus sustos mas aprendi a voar, nem sempre são longos os percursos, nem sempre são seguros... nem sempre são inovadores, mas são os meus voos, ensaiados, abortados ou conseguidos! É crescer um pouco de cada vez, sempre sempre sem parar até ao derradeiro dia!
É nesta luta que escrevo, neste batalhar sofrido mas saboroso e é nas voltas deste aprender que piso e repiso as ideias sobre o que me preenche e anima: o corpo, o coração, a alma e a razão. É no casar destas 4 "existências" que me habitam que me encontro mulher completa, madura e satisfeita.
Neste blog as minhas palavras vão repetir as minhas ideias pela necessidade das ver escritas das analisar, das entender... pois é assim que me construo... sempre escrevi para mais tarde me ler
sobretudo nos momentos mais caóticos ou conflituosos da minha vida.
Agora escrevo não tanto para os resolver ( caos ou conflitos) mas para me resolver, limpar trilhos e seguir caminho...

Sempre a abrir

Gostava de poder passar mais tempo por aqui... hoje ninguém me calava, estou cheia até não mais poder de coisas para falar... amanhã talvez o parto difícil das palavras... quem sabe?
Os contrastes em mim coabitam desde sempre, às vezes pacificamente outras nem tanto.

O espelho nos outros

Não é de hoje... sempre me pareceu curioso a surpresa com que certos adultos " encaixam" críticas vindas de fora... não se reconhecem, não, esse não sou eu... ainda que as evidências estejam lá todas!
Já eu não me apanham desprevenida: sei quem sou, o pacote completo, todas as nuances, as mais suaves irrelevâncias, tão bem, mas tão bem, que, a compreensão do meu mundo, do meu eu mais profundo, me impede quase sempre de condenação... não sou injusta, também em relação ao mundo dos outros sou abrangente e profunda no mergulho que faço às suas mais profundas razões e motivações! Uma amiga dizia que a todos justifico!Pois se tudo pode ser explicado e entendido, é tudo uma questão de tempo e compreensão... assim o sinto; por isso chego a ter medo da minha capacidade de perdão tão longe vai o meu entendimento das fraquezas humanas! Perdoar... mas também aprender: a não confiar, pelo menos sem reservas, e a ter uma fé quase "naive" na capacidade de todos nós sermos hoje mais do que ontem fomos, mais e melhores, é essa a nossa aventura, estar sempre em mudança, sempre em movimento, para a frente e para cima, é esse o sentido da minha rota.

Em mim

O plano material da minha existência está-me a passar cada vez mais ao lado ... gosto de me sentir saudável e para lá disso a grande aventura é a viagem que faço por dentro; os dias agora parecem curtos, a sensação de, por estar a viajar, a eminente surpresa poder assaltar-me as emoções a qualquer momento causa-me a euforia própria de quem vive a sua pequena aventura de quintal... tudo por dentro, em mim, sem alarido!

Penguin Cafe Orchestra - Music For A Found Harmonium

outra muito boa!

domingo, março 4

JÁ SE COMENTA

Escrevo para mim, como diz a Guida é uma forma de catarse, ao ler-me reencontro-me e é sempre um prazer ler alguém que pensa como nós...seria hipócrita se dissesse que não alimento uma certa curiosidade em saber que tipo de reacções os meus textos podem desencadear! Com toda a sinceridade é mesmo só espreitar quem espreita através das minhas palavras para dentro da minha cabeça!
Conquistei mais um "saber" no blog world: acabei de alterar umas defenições e como só agora é possível comentar vou eu própria colar um mail que recebi com o 1º comentário da minha 1ªvisita!
O mundo do mp3 é que está a dar cabo de mim...dos iniciais 4 botões que tão pouco pareciam permitir caí numa infinidade de toques mais intensos ou mais suaves, para cima para a esquerda direita, bom até pus a legenda a fazer o pino...agora até faço marcha a trás quando olho para ele! Já apaguei a minha preferida e tudo, num momento de desespero perdi-me naquelas opções armadilhadas com toques distintos para cada caminho e não sei se ele alguma vez vai recuperar do nó que lhe dei por dentro...eu sou persistente hei-de perder-lhe o medo.
AI, AI acho que estou a ficar dominada por estas tecnologias que me abrem mundos e pregem rasteiras...

sexta-feira, março 2

cada vez mais acredito e sinto que o nosso corpo é apenas uma forma de matéria muito bem organizada que nos distingue tão completamente daquilo que nos rodeia que chegamos a pensar sermos coisas distintas, mas não. Somos feitos da mesma matéria-prima de que tudo resto que nos rodeia e somos habitados pela mesma centelha de energia que nos anima e dá a vida: a alma, deus, o divino chamemos-lhe o que queiramos mas quando assim penso, ou sinto, as fronteiras do meu corpo diluem-se e sinto-me parte de um todo maravilhoso em que as formas são muito diversas mas tudo o que o criador fez é harmonioso e contínuo. Nos momentos em que estou em contacto com a natureza, por exemplo de manhã, quando faço a minha caminhada, esta sensação é mais nítida e persistente, fico então muito bem disposta, calma e feliz. As rotinas do quotidiano são dispersantes e rapidamente sou puxada para a terra quando o meu mais profundo desejo é voar e deixar-me levar nas asas que me puxam para meu EU mais espiritual sistematicamente adiado.

Descobri uma compositora, intérprete muito gira até algo fascinante…chama-se Tori Amos, andei a pesquisar sobre ela na Internet e descobri uma entrevista, em inglês em que ela diz que enquanto não juntarmos a mulher sexual, a afectiva (o coração), a racional e a espiritual, quatro em uma só não nos cumpriremos!
O poder da mulher é incomensurável; por isso os homens não descansaram enquanto não a conseguiram anular. A caça às bruxas e o papel progressistamente subalternizado das mulheres da idade média até aos dias actuais é disso prova!
Mas as mulheres são mães, elas não compram a guerra nem a destruição do planeta coisa que os machos fazem com alguma leviandade pois a sua prioridade é provar a sua supremacia física. Estou generalizando, é certo.
Retomaremos a nossa missão quando os homens perderem esse poder conquistado a ferro e fogo.É aí que, através do amor, outros mundos se revelarão…basta ver que quando o clima à nossa volta é de amor tudo se descomplica, o rumo dos acontecimentos ganham um novo sentido.
Quando racionalizo entendo algumas coisas mas escapa-me o essencial … acho que era o Pessoa que afirmava que o verdadeiro mundo só é compreensível à emoção, não o dizia por estas palavras mas o que daqui subentendo é que não adianta querer perceber, basta sentir e hoje posso afirmar que, por nem sempre ter sido assim, é um enorme privilégio ter fé e como eu lhe disse nas primeiras linhas: acreditar…mesmo não sabendo em quê… só sei que é bom, me dá paz de espírito e me sinto a viver numa aventura empolgante.
As injustiças, as crueldades todos os acontecimentos terríveis que não podemos entender, à escala cósmica e se nos conseguirmos abstrair um pouco desta criação virtual que é o tempo do relógio, são menos que poeira no universo, capazes de nos desesperar com sofrimento, mas quem sabe se nos fazem contribuir para um todo que caminha num misterioso sentido cumprindo um destino colectivo que não alcançamos mas que ao sentir que existe nos transmite a confiança que talvez os cegos que se deixam conduzir por uma mão amiga sentem.

Rascunho

Será que a memória genética é científicamente aceite?
Não faço a mínima...se o ganso tem duas companhias femininas com que se passeia no torpor dos dias, estação após estação sem que aparentemente nada lhe altere o comportamento! Quando uma das suas companheiras começa a chocar o ganso, já de si aguerrido, controla as fronteiras à volta das suas miúdas com a agressividade de quem defende a continuidade da espécie; ninguém lhe explicou ser esse o comportamento mais eficaz, ele não estudou formas de manter o inimigo ou a concorrência ao largo nestas melindrosas etapas da sua existência! Instinto, memória genética?? E eu? Qual a dimensão de conhecimento que carrego nos genes?

BOLAS

Não dá para acreditar ...cada vez que aqui venho levo um caminho diferente, tenho que ultrapassar sempre novos obstáculos mas sou persistente e este mundo, mais dia menos dia, deixa de ter segredos para mim!

o que me faz feliz

o que me faz feliz
o meu mundo ao contrário

O meu Farol

O meu Farol

A bela foto

A bela foto
o descanço dos meus olhos

A minha cama na relva

A minha cama na relva

O meu Algarve

O meu Algarve

...enquanto uns trabalham...

...enquanto uns trabalham...