segunda-feira, março 31

Inconfidências

Venho do colo da minha mãe
Do ninho de fofas penas
Brancas asas protectoras

Aconchegante berço de afectos onde o amor é imenso e incondicional

Nunca ninguém me deu tanto
Me sentiu e pressentiu
Conheceu e reconheceu
Nos meus altos e baixos
Aceitou quando estive bem e agi mal
Nunca um amor foi tão estável, tão seguro, tão constante

Nunca ninguém me deu tanto
Desvalorizando as imperfeições e enaltecendo as qualidades
Acreditando na força e no sonho
Fazendo figas e rezas
Secando lágrimas, oferecendo abrigo

Nunca ninguém me deu tanto
Nunca um amor se instalou tão a jeito no meu coração
Nunca a minha alma teve outra tão gémea
Nunca o meu espírito teve outro tão próximo
Nunca vivi em ninguém nem ninguém viveu em mim desta forma
Nunca concebi maior afecto
Nunca nada na minha vida foi tão incondicional como o amor de minha mãe

É ela que me tem sempre presente, a cada momento, no seu coração, pensamento, alma, em cada prece, em cada suspiro

Entre mim e a minha mãe não existe distância,
eu vivo nela e ela em mim,
ontem hoje e até à eternidade

6 comentários:

Anónimo disse...

É verdade, não há como o amor de mãe.
E então quando a mãe guarda num envelope grande, muitos envelopes pequeninos, onde arruma cuidadosamente cada carta que recebe da filha que está lá longe, e que as lê e relê, a procurar interpretar nas entrelinhas o estado de alma da sua décima obra ...
Bonito, sim senhor.

Anónimo disse...

a mim tocou-me particularmente...muito sentido e bonito! um solzinho radioso para a tua mãe e para ti!
Guida

xistosa disse...

Se não fosse uma mãe e (muitos pais), não se pode ser egoísta, um germinou e floriu, mas o outro amparou-o.
São dois seres que não se podem dissociar.
Sem eles não existiríamos.
O fruto é sempre resultante duma boa ou má causa ... depois de lançado na vida, tem que se amparar.

Mas as imagens da mãe, (por que será?) perdura para além da validade ...

inespimentel disse...

... é o amor mais doce, o primeiro, aquele que nada nos cobra e está lá só porque existimos, puro e generoso!
Aposto que o primeiro anónimo é um dos dez pintainhos do meu ninho...

inespimentel disse...

Para ti Guida- que as tuas boas memórias tenham a cor e a intensidade que mereces.

Xistosa, pai é bom, ás vezes é o melhor, mas o instinto, a meiguice, a intuição, vieram-me, e vêm, a maior parte das vezes, da mãe.

marta disse...

Nem me apetece muito comentar, para não estragar sentimentos tão intensos.

o que me faz feliz

o que me faz feliz
o meu mundo ao contrário

O meu Farol

O meu Farol

A bela foto

A bela foto
o descanço dos meus olhos

A minha cama na relva

A minha cama na relva

O meu Algarve

O meu Algarve

...enquanto uns trabalham...

...enquanto uns trabalham...