segunda-feira, novembro 9
...nem cobertas de chocolate...
terça-feira, novembro 3
o abismo
olhar para cima,
atirar o corpo pesado à leveza do ar
planar,
asas abertas,
em baixo o abismo
...o olhar... para cima!
quinta-feira, outubro 29
diferença?? o que é mesmo isso??
quinta-feira, outubro 22
viajantes
Para essa viagem cada um de nós transporta o que lhe parece indispensável, essencial, o que lhe é mais querido ou mais estruturante para usar como bússola, como referência!
Cruzo-me com viajantes que agarram o passado, num forte abraço, lembrando outros momentos, outras pessoas, experiências idênticas, recordações reconfortantes, traumas e mágoas de estimação, seja o que fôr... desde que seja passado... e esteja presente... "no meu tempo é que era bom..." esta frase espreita e ensombra o efeito surpresa, a novidade que se pode extrair de cada viagem... por outro lado também é ajuizado saber usar hoje o conhecimento de ontem!
Com outros surpreendo-me da tendência que os leva a, num voo "cego"de quem parece não querer estar "presente", sobrevoarem a paisagem e, num golpe de asas, transportarem-se para outro "continente"... o do futuro, aquele que lhes parece mais promissor, mais carregado de verdadeira adrenalina, ... "ai quando eu for grande...", "nas férias é que vai ser...", "quando eu acabar o meu curso...", "depois do bébé nascer...", assim lhes parece, talvez, serem as asas mais fortes, resistentes, os voos mais altos, mais seguros!
... e penso... como funciona o meu roteiro?... e o meu plano de viagens? Que levo eu comigo quando parto em direcção ao "desconhecido"?
Passo a explicar.... parto sempre de dentro de mim para onde quer que me dirija... o passado e o futuro ocupam pequenos espaços... não considero pior ou melhor este género de viajante. Até porque não existe conotação positiva ou negativa nestes considerandos. O eu e o mim são o meu passaporte para entrar noutros mundos, funcionam como um filtro que me possibilita traduzir para a minha realidade cromática outras "vistas" que me são oferecidas!
No entanto, todos nós gostamos, ou seria bom e natural que gostássemos, de viajar, pois essa é mesmo a nossa condição… a de viajantes! Todos trazemos, na hora de partir, futuro, presente e passado… todos trazemos muito de nós…
Seria bom, e é recomendável, levar um pouco de tudo o que nos pode vir a fazer falta!
… e, em determinados momentos, reconhecer que nos dava mais jeito ser nossa, a bagagem dos viajantes com quem nos cruzamos… e a cada dia, antes da partida, fazer um check up list , adaptando os preparativos e as bagagens, de forma inteligente e dedicada, fazendo os ajustes necessários para que tenhamos à mão os “mapas e bússolas” que nos vão acudir às dúvidas e aflições, hesitações, entusiasmos e fraquezas… a tudo… em tudo!
sexta-feira, outubro 16
xico ração
encontro
olhar, tocar, sentir,
olhar... mergulhar... afundar...
... desaguar...
suspirar, sorrir
olharrr
ficarrrrr
simplesmente, simples
quinta-feira, outubro 15
FACTOS E ACTOS
quarta-feira, outubro 7
... coisas, que se pensam
Com o decorrer dos anos acumulamos conhecimentos, saberes, e, espera-se que qualidades também!
Todavia, quanto mais crescemos interiormente maior é a noção de quão pequenos e ignorantes somos…
Se em termos cósmicos não chegamos a uma migalha, nem por isso devemos desistir de ser verdadeiramente importantes na nossa vida, através dos afectos e laços que estabelecemos!
Nessa missão de tão bem querer e tanto cuidar, percorremos caminhos de generosidade e entrega em que o pequeno se faz grande!
É tão gratificante sentirmos o retorno do amor que sentimos pelos filhos, irmãos e amigos, nas intenções, atenções e mimos que nos dedicam! Somos especiais e únicos nas suas vidas! E eles são os nossos maiores tesouros!
É tão carregado de enorme ternura o sentimento que cresce dentro de nós face à dedicação que nos têm os animais que connosco privam de perto! Com que doçura nos olha o nosso cão, num silêncio respeitador, sempre que suspeita que não estamos bem… e com que alegria eufórica nos recebe quando chegamos felizes a casa… parecendo sempre disposto a partilhar… o nosso mal ou/e o nosso bem… e sempre aquele olhar perscrutador e dócil, pronto para se entregar a um rápido afago ou a um sempre desejado momento de brincadeira… incondicional, inteiro!
Por outro ponto de vista , afinal que diferença faz mais ou menos um ser, no meio de tantos”mi” e “bi” e triliões???
Mais ou menos um dia de vida, na vida de alguém…. perante a imensidão dos tempos… que vale??? … Zero???…
Á escala planetária não temos peso e quase que nem existência… mas à escala dos afectos somos gigantes, únicos, insubstituíveis!
Somos o sol e os satélites na existência uns de os outros!
A cada dia, cada momento conta, único e irrepetível!
Um sorriso, uma ternura, uma palavra amiga… são esses os melhores presentes que podemos de alguém receber!
É à luz dos afectos que transbordamos de emoção, de amor, de luz!
São estas as referências que fazem os nossos dias pulsar, pular, avançar!
É essa a bitola que nos resgata ao anonimato, é a sintonia que nos pauta o caminho, a ajuda nas decisões, nas lutas, o apoio nas quedas… levantando-nos o ânimo sempre que numa ilha mergulhamos a nossa solitária identidade!
A verdadeira mola, o sentido mais profundo, a lupa que altera definitivamente a nossa pequenez!
Quando a “moeda de troca” é amor, então parece que o tempo nada levou,, e, assim, num olhar , num toque ou nas palavras tão rapidamente se reencontra quem nos é querido, como se o tempo não tivesse passado e a distância nunca tivesse existido!
A linguagem do amor sobrevive ao tempo e à distância!
No silêncio da saudade podemos ainda, por pensamentos, palavras não ditas, por recordações e memórias, manter bem vivo dentro de nós um altar para os que amamos e amaremos para lá do tempo, da distância!
A verdadeira mola, o sentido mais profundo, a lupa que altera definitivamente a nossa pequenez!
Como é grande, imensa e protectora para uma criança a sua mãe! Capaz de destruir monstros, ganhar batalhas, forte como um touro, resistente como o aço!
Como é protectora a sua presença “frágil”… à luz dos afectos aquela mulher, por amor, enfrentará os maiores desafios e fará de si uma heroína, se isso lhe for exigido pelas circunstâncias!
Sabemos que, assim como chegamos um dia partiremos sós.
Daqui, como bagagem, só os afectos e memórias levamos connosco.
Para lá do que conhecemos contamos que um criador omnipresente e omnipotente nos acolha na sua imensidão, nos una aos que já partiram antes!
Seja qual for a viagem que nos afasta dos que amamos sabemos que, dentro deles, temos um espaço só nosso, onde se arrumam todas as memórias, o arquivo de tudo o que nos demos!
Quando a “moeda de troca” é amor, então parece que o tempo nada levou,, e, assim, num olhar , num toque ou nas palavras tão rapidamente se reencontra quem nos é querido, como se o tempo não tivesse passado e a distância nunca tivesse existido!
A linguagem do amor sobrevive ao tempo e à distância!
No silêncio da saudade podemos ainda, por pensamentos, palavras não ditas, por recordações e memórias, manter bem vivo dentro de nós um altar para os que amamos e amaremos para lá do tempo, da distância!
Na presença dos que amamos, muito pode ficar por dizer, mas os laços que a eles nos unem saiem sempre reforçados, porque o amor se pronuncia e evidencia para lá das palavras ditas… o amor tem a sua linguagem própria e em gestos e olhares, até apenas pela presença do ser amado, fica todo o espaço pleno desse sentimento grande e vital, que nos dá energia, e pelo qual todos os dias sou grata!
quinta-feira, setembro 24
Há sempre uma primeira vez
SOPA DE LENTILHAS COR DE LARANJA
Enquanto prepara os vários legumes deixe as lentilhas, previamente lavadas, de molho em água (a utilizar depois na confecção da sopa)
+ ou - 2 chávenas de lentilhas laranjas
1 nabo
2 batatas doces médias
1 batata redonda média
2 cebolas
2 dentes de alho
uma boa talhada de abóbora menina (não havendo vai frade)
Opcional
1 tomate
hortelã
Procede-se como habitualmente... panela de pressão, tudo junto, cerca de 30 minutos, antes de pôr a varinha mágica adicionar o azeite!
Pode fritar cubinhos de pão na hora e servir com uma folhinha de hortelã
... é minha e é boa!
sexta-feira, setembro 4
O prazer da leitura
terça-feira, agosto 4
Encanto
terça-feira, julho 28
Esperar muito é Zen
... de tanto esperar adormece a inquietação que, quando é constante e continua, acaba por se esgotar
no lugar da ansiedade começa então a instalar-se uma pacífica indiferença onde o "estou por tudo" ou "venha o que vier" quase roçam o "que se lixe"
Estou há cerca de 2 meses a aguardar um pedido de reclassificação que tarda em chegar
Depois de voltas e reviravoltas infrutíferas, atirei-me em papel A4, numa escrita explicativa, concisa e emotiva, à capital... mais exactamente ao gabinete do Valter Lemos de onde veio pronta resposta! Pedia ele, (ou alguém por ele) à Direcção Regional do Sul que o meu processo fosse revisto com "URGÊNCIA"... imagine-se se não fosse esse o carácter com que carimbou o meu "caso"...
Como sou obsessiva tento não me lembrar com irritação desta espera que me desespera durante as 24 horas do dia... lá vou conseguindo...
sinto-me assim numa espécie de limbo onde não sei se me preparo para descer aos infernos ou me encho de ar para subir aos céus... tudo dentro das suas relativas proporções e relatividade, óbvio...
terça-feira, junho 9
Bons feriados para todos
tantas as palavras
tamanhas as emoções
para mostrar apenas o silêncio
no fundo as angústias embrulhadas nas incertezas
os desejos camuflados, com andrajos de frustações
o silêncio do grito mudo,
sufocado num labirinto de solidão
as ilusões sob os escombros das desilusões,
e dentro sempre a crescer
imparável
um ser de certezas
que incomoda
um mundo de humilde sabedoria
que não se pode esconder, nem calar
o bem estar que se sente
e que sem se querer agride
por alguns aplaudido
o caminho vai-se fazendo
no cume das nossas pequenas montanhas
podemos ver o afastamento de quem se sente ameaçado
crescendo no sentido inverso...
... maior a distância que nos separa ,
mais pequeno o espaço que ocupa
ali, na nossa solidão, já só o nosso olhar pede conforto
procurando ansioso o outro que cego só olha para dentro
... e por dentro o crescimento não pára
sempre, sempre
como um balão que sobe, sobe no ar
até se perder do olhar
de quem só por ver crescer se sente abandonado, traído
e por isso se revolta e por isso magoa
... e por isso lança o balão de novo para longe,
para o alto,
para lá onde ninguém o alcança,
...nem mesmo aquele que o lançou
quarta-feira, maio 20
Assim tanto espaço também não....
terça-feira, maio 19
Cidade, para mim
quarta-feira, maio 13
Sem vrrrrruuuummuuuuuss, por favor!!!
sexta-feira, abril 24
25 de Abril
quarta-feira, abril 22
Deixem-me zunir neste prado verde
quinta-feira, março 26
... é bom , eu gosto!
terça-feira, março 17
Alguém m' empurra???
- O que é que você quer?
- Olá. Eu sei que é tarde. Mas preciso que alguém me empurre. A sua casa é a única nesta região. Você precisa de me empurrar!
Louco da vida, o recém-acordado replica:
- Eu não o conheço. São 4 horas da madrugada e pede-me para o ajudar?Ah!, vá-se catar! Você está é bêbado.
Ele volta para a cama. A mulher, que também acordou, não gostou da atitude do marido:
- Exageraste! Já ficaste sem bateria antes. Bem podias ter ajudado esse indivíduo.
- Empurrá-lo? Ele está é bêbado - desculpa-se o marido.
- Mais um motivo para o ajudar insiste a mulher.
- Ele não vai conseguir andar sozinho. Logo tu, que sempre foste tão prestativo...
Cheio de remorsos, o marido veste-se e vai para a rua:
- Hei, vou te ajudar! Onde é que estás?
E o bêbado, gritando:
- Aqui..., no baloiço! ...
quarta-feira, março 11
Blogues ou telenovelas, futebóis ou mailes??
segunda-feira, março 9
Courrier nº 159 / BONDADE
sexta-feira, março 6
Um futuro com pernas para andar
quinta-feira, março 5
Vida cheia/ Vida parada
Ser alegremente triste
quarta-feira, março 4
O mundo pula e avança
segunda-feira, março 2
O desenlace
quinta-feira, fevereiro 26
Sundog millionaire
sexta-feira, fevereiro 20
o que me faz feliz
A kaxaça não é água não, lai, lai li
quarta-feira, fevereiro 18
plof... plof...
sexta-feira, fevereiro 13
Bom fim de semana
quinta-feira, fevereiro 12
... "QUE FORÇA É ESSA QUE TRAZES CONTIGO????"
quarta-feira, fevereiro 11
Desafio da Minuxa
terça-feira, fevereiro 10
Sol, podes vir, estou preparada
quinta-feira, fevereiro 5
Quero margem firme..., não há???... bem me parecia!
solta, à deriva
rio abaixo, rio acima
ribeira quieta,
ou inquietas águas, sobressalto de remoinhos;
em baixo os seixos lavados aguardam calmias
no fundo a vida aquática
recolhida no frio,
Deixo-me levar, ao sabor da corrente
nem sempre a margem me trava a deriva
também uma pedra, ou um pau me impedem de chegar.
Na margem tenho raízes
reconheço o chão que piso
seco os meus sustos ao sol
Assim, à deriva, vou desprotegida, sem rede, sem raízes, sem rumo
porque o rumo é filho da corrente que arrasta consigo a minha vontade
chego a pensar que melhor seria não ter vontade,
já que a vontade da corrente é mais forte do que a minha.
quarta-feira, fevereiro 4
Monopólios???... não obrigada!
terça-feira, fevereiro 3
Dois posts num só... será da crise???
-ESTAMOS NO INVERNO!
Guardo uma dor no meu coração, nada que eu possa modificar, portanto faço por aceitar o inevitável destino, com tudo o que tenho de racional!
Vou-me escapando à dor, e ao inverno, por entre os grossos pingos da chuva!
Atenção, isto é já outro POST
A EDP, que não quer que nada me falte, fez questão de, no último fim de semana, me esfregar nas horas um escuro que só visto... eu explico... faltou a electricidade no monte pelas 10 horas de domingo, e só se fez luz na segunda feira às 18 horas... até custa a acreditar.
Fiz inúmeros telefonemas, falei com a Ana Luisa, a Débora, a Susana e até a Marta, fora as outras... todas me davam previsões, nenhuma sabia que a história já vinha de outros capítulos e assim de previsão em previsão, apalpando o escuro e chamando a trifásica através de fios e mais fios vindos de cantinhos privilegiados do monte, lá se conseguiu salvar o miolo da arca congeladora! Foi o que se salvou pois a sensação de negritude em tudo à minha volta, essa persistiu.
quarta-feira, janeiro 28
Ridícula tristeza, a nossa!
o que me faz feliz
o meu mundo ao contrário
O meu Farol
A bela foto
o descanço dos meus olhos